EXPERIÊNCIAS E MEMÓRIAS DOS PROFESSORES COM A ESCRITA: ANGÚSTIAS, MARCAS E IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Josiane Aparecida de Paula Bartholomeu

Resumo


Este trabalho é um recorte de pesquisa em andamento em que refletimos sobre angústias reverberadas pela maioria dos professores quando lhes é solicitado texto escrito. O arcabouço teórico-metodológico que sustenta nossa pesquisa está centrado na AD de matriz francesa pêcheuxtiana, na Teoria Sócio-Histórica do Letramento, nas Ciências da Educação e na Psicanálise freudo-lacaniana. A partir de alguns resultados oriundos de análises de entrevistas semiestruturadas, concluímos que as marcas e angústias trazidas pelos professores são originadas desde antes da graduação: são feitas pelas experiências de vida e se atualizam nas práticas pedagógicas. Em seus discursos revelam que não se sentem autor/izados a escrever, pois, dependendo do que e como escrevem, podem ser punidos, posto que ainda percorre dentro dos corredores escolares e da sociedade o imaginário de que professor sabe tudo e que não pode errar.

Palavras-chave: Escrita, angústia, professores


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DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2022n46p53-61

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