DEVIR TRADUÇÃO DAS ETNOGRAFIAS URBANAS / BOLPEBRA

Guilherme Marinho de Miranda

Resumo


Bolpebra não era uma máquina, mas pode vir ser já que o reino dos barcos e das bicicletas lhe parece simbiótico. Bolpebra evoca um espaço de borda, uma escuta criadora de pontes, um olhar por uma porta e um itinerário que se desdobra e aponta para o interior urbano amazônico. Bolpebra é “um filme estranho, de geografia estranha, cuja tripartição reflete-se em sua estrutura: figura e funda/letreiros/paisagens. Um filme de fronteira tríplice: nem documentário, nem ficção, nem ensaio, mas os três ao mesmo tempo; nem brasileiro, nem peruano, nem boliviano, mas as três nacionalidades unidas na media de três cores: ‘rojo, amarillo y verde’. País sem língua própria, pátria de três línguas, diríamos uma criação de Jorge Luis Borges, não fosse sua realidade surreal. Numa frontalidade radical e desafiadora, confronta-se uma ilha deserta de concreto e postes à floresta amazônica.” (Cristian Borges, ECA/USP)


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Linha Mestra Associação de Leitura do Brasil (ALB)
e-ISSN: 1980-9026
DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026

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