“SEM TÍTULO”

Raphaela Malta Mattos, Maria Paula Pinto dos Santos Belcavello

Resumo


Essa escrita acontece entre uma licenciatura em Artes, um mestrado em Educação, espelhos, fios, labirintos, tempo, morte, vida... Entre marcas (ROLNIK, 1993), estados inéditos produzidos no nosso corpo, que surgem a partir das composições em nossas vidas. Esses estados instauram aberturas para a criação de novos corpos, sendo assim gêneses de devir. Escrita que é ponte para atravessar da terra pseudo-firme que constitui a unidade de um eu para as águas instáveis e inesgotáveis, que vão esburacando e abrindo fissuras nessa unidade. Escrita que quer conquistar na subjetividade um estado de abertura para um além do humano, no qual seja possível desgrudar de um invólucro de uma suposta interioridade imaginária, vivida como identidade. Para isso foi preciso carregar certo esquecimento, pois o devir é uma antimemória (DELEUZE; GUATTARI, 1995, p. 92). Assim, a leitura também não visa convocar uma memória, buscar uma forma a ser encontrada, seja no passado, seja no futuro, mas a vivência experimental do presente, evolução incessante das formas.


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Referências


ROLNIK, S. Pensamento, corpo e devir. Uma perspectiva ético/estético/política no trabalho acadêmico. Cadernos de Subjetividade, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 241-251, set./fev. 1993.

DELEUZE, G. GUATTARI, F. Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia. v. 4. São Paulo: Ed. 34, 1995.


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Linha Mestra Associação de Leitura do Brasil (ALB)
e-ISSN: 1980-9026
DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026

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